Nuances de uma nova galáxia

Universo Expandido e até mesmo os filmes prenunciam uma galáxia bem menos maniqueísta

/ por Raul Maia /

Com a divulgação do primeiro teaser do Episódio VIII durante a Star Wars Celebration, em março passado, um dos pontos que mais repercutiu nas comunidades de fãs da saga em todo o mundo partiu da frase dita por Luke Skywalker: “está na hora de os Jedi acabarem”. Pois enquanto o filme não chega, o Universo Expandido da saga, principalmente nos livros, já vem gradativamente trabalhando esse aspecto de que o bem e o mal não são mais tão ‘preto no branco’ assim em Star Wars. Há relativizações, e algumas publicações chamam bastante a atenção para isso do ponto de vista dos imperiais.

Em Novo Amanhecer, publicado pela Aleph aqui no Brasil, conhecemos a Capitã Rae Sloane, que acredita e se agarra ao Império com unhas e dentes, servindo lealmente ao Imperador Palpatine. Ela acredita que o Império é a melhor coisa que aconteceu à galáxia, que trouxe ordem e disciplina, mesmo que com punhos de ferro. Em Marcas da Guerra, também disponível por aqui, encontramos com ela novamente, dessa vez com a patente de Almirante. Com um Império despedaçado e sem uma figura central para comandar, Sloane é forçada a rivalizar com outras figuras de poder, e nunca perde a vontade e a crença de que o que o Império faz é o melhor caminho, apesar de a politicagem a incomodar. A Almirante chega até mesmo se aliar a um soldado da Nova República para poder se livrar de um inimigo que diz querer trazer o caos à galáxia.

Em Inferno Squad (este sem previsão para as terras tupiniquins) acompanharemos Iden Versio, Comandante do Esquadrão Inferno e filha de um Almirante. A missão de Versio e seu esquadrão é encontrar e exterminar todos os membros da célula rebelde de Saw Guerrera, que após a batalha de Scarif teria se dispersado e fugido pela galáxia. Também já sabemos que após essa história veremos novamente o Esquadrão Inferno em busca de vingança pela morte do Imperador Palpatine, no game Battlefront 2. O esquadrão permaneceu ativo até os dias de nascimento da Primeira Ordem, e possivelmente veremos o que aconteceu com o grupo em outras publicações no futuro.

Na edição de número 21 da HQ Star Wars que vem sendo publicada pela Marvel nos EUA (e pela Panini por aqui), o sargento Kreel conta que entrou para a Academia Imperial para ter uma vida decente e um trabalho justo, e deixar seu planeta natal onde as pessoas serviam como mero entretenimento em arenas de batalha dos hutts locais.

Todas essas histórias nos mostram que apesar do Império Galáctico ter um lorde Sith como sua autoridade máxima, há muita gente que acredita estar fazendo o certo ao aderir à causa imperial, pessoas que lutam por uma galáxia disciplinada com punhos de ferro. Esse ponto de vista relativiza a questão de bem e mal na saga, o que também já vimos do ponto de vista da Aliança Rebelde em Rogue One, sobretudo através da figura do Capitão Cassian Andor. A galáxia muito distante não é mais tão ‘preto no branco’ como já foi.

 

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  1. Vale lembrar que a relação disso estará na história do novo game Star Wars Battlefront 2 , literalmente um Rogue One do Império. Boa matéria, poderia ser mais dissertativa. ficou um pouco com cara de lista de tópicos.

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